um disco rodando sempre o mesmo lado
crise
um telefone ao alcance da mão
um número decorado na cabeça e uma aflição no coração
é aí que mora o perigo.
Martha Medeiros.
Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que quase me deixa exausta. Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo. Eu sei chorar toda encolhida abraçando as pernas. Por isso, não me venha com meios-termos, com mais ou menos ou qualquer coisa. Venha a mim com corpo, alma, vísceras e falta de ar… (Clarice Lispector)
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16 de outubro de 2010
2 de outubro de 2010
Para Bianca.
Já que acabei de te falar que não vou te mostra, talvez possa ser mais clara comigo mesmo. Ontem eu me imaginei com sua pele, seu sorriso um pouco mais perto. Estou me traindo, estou me sentindo mal, acredite isso não é bom. Não me anima, pelo contrario me faz derramar lágrimas de incerteza. Queria experimentar o gosto dos seus lábios, mas não posso querer, não tenho esse direito, eu já sei que te desejo, mas amo outro corpo, outra vida e não é a sua. Talvez eu esteja vivendo o que vive há quase dois anos atrás, foi desse jeito aos poucos e poucos e hoje estou com quem me mostrou um pouco mais da vida. Obrigada pela lição de ontem, pelo que vejo sou uma aluna bem fácil de absolver o conteúdo. Sinceramente estou vendo meu passado em você, vendo tudo que já passei em um único ser, vendo você não fazer a pergunta certa, faltou o ‘quem’ apenas isso. Eu já te amei tanto olhando para parede, e mesmo na minha fantasia não toquei seus lábios, mesmo na minha fantasia.
Cecília.
Cecília.
6 de setembro de 2010
Por que você ama quem você ama?
Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não-fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo à porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece a razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Então que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não tem a maior vocação para príncipe encantado, e ainda assim você não consegue despachá-lo. Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita de boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara? Não pergunte para mim.
Você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem o seu valor. É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar (ou quase). Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível. Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém. Com um currículo desse, criatura, por que diabo está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados. Não funciona assim. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generosos tem às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito do amor da sua vida!
Martha Medeiros.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece a razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Então que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não tem a maior vocação para príncipe encantado, e ainda assim você não consegue despachá-lo. Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita de boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara? Não pergunte para mim.
Você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem o seu valor. É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar (ou quase). Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível. Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém. Com um currículo desse, criatura, por que diabo está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados. Não funciona assim. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generosos tem às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito do amor da sua vida!
Martha Medeiros.
15 de julho de 2010
Amantes.

Tudo em você me excita, dos beijos as mordidas, dos puxões aos tapinhas.
Seus beijos, seus abraços, me tomam de prazer, o toque suave que desliza em meu corpo as unhas que se entranham a pele no momento de gozo.
Quando penso em você lembro dos corpos em movimento horizontal, procurando encaixes de pernas e braços, de bocas e línguas, de olhares invasivos, que tentam arrancar o que a boca não consegue pronunciar.
A dança das línguas, o sabor doce de sua saliva, o prazer do beijo molhado e quente.
Adoro sentir você penetrar, entrar no meu espaço mais intimo, invadir e tomar posse do meu corpo.
Nesse momento não sou mas minha, sou tua. não procuro apenas meu prazer, procuro saciar o seus, descobrir os seus vícios, fazer as fantasias, e sei que você fará o mesmo.
No descanso suado, de corpos cansados ainda resta vigor para leves caricias, troca de olhares, beijinhos inocentes, a conversa franca, a declaração de que nunca foi tão bom quanto aquele momento, o encontro dos corpos num abraço exausto.
O sono dos amantes. o sonho dos amantes de retomar o desejo tão logo seja possível.
7 de julho de 2010
Por você,

meu coração rasgou meu peito. Estou dilacerada.
E se pudesse enterraria meus dedos no peito, arrancaria meu coração e o daria à você.Uma massa carnuda de diátese mórbida.
Além do meu coração há outros órgãos que quero te dar.
Glândulas, pâncreas, carnes variadas.
Estou oferecendo presentes, presentes raros.
Sei que não parece muito diante do que me deu...
Ouvi dizer que esses órgãos sobrevivem fora do corpo por algumas horas. Mas vou tentar chegar aí assim que puder. O que acontecer, será comigo... Com meu coração.
Jenny Schecter. TheLWord.
2 de julho de 2010
Love.
25 de junho de 2010
Cyberlove.
24 de junho de 2010
O narrador.

Hoje teu silêncio me valeria o dia. Cada sorriso involuntário, tímido, baixinho seria suficiente. Sabe, eu preciso apenas de teu cuidado, de saber que importas, mesmo que não estejas presente. Eu preciso que você ache normal, e talvez até goste, quando eu te ligar de madrugada por não conseguir dormir. Que você me pergunte, não apenas por educação, como foi meu dia. Que me ligue, nem que a ligação dure apenas 20 segundos, tempo suficiente de dizer “só queria ouvir tua voz”, e antes de desligar fale mansamente, em volume quase zero que te faço feliz, ainda que como um amigo. Eu queria que o dia amanhã tivesse nuvens no céu, uma chuva fina até o fim da tarde, quando eu fosse te ver. E desse lugar a um belo pôr-do-sol. Todas as palavras exageradas que uso são pra dizer coisas simples. Pra dizer que sinto tua falta, mas sei que posso contar contigo. Nunca pensei que poucas palavras trouxessem tantas alegrias, um ‘eu te amo’, por exemplo, faz qualquer um largar os cobertores por uma praia. Então vai, vai ser feliz ao lado de quem se ama. Eu ainda prefiro ficar nos cobertores a ficar ao lado de não me quer bem assim.
~ por jonathasiohanathan
22 de junho de 2010
Dar ou fazer Amor?

Dar não é fazer amor. Dar é dar.
Fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido.
Mas dar é bom pra cacete.
Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca...
Te chama de nomes que eu não escreveria...
Não te vira com delicadeza... Não sente vergonha de ritmos animais.
Dar é bom. Melhor do que dar, só dar por dar. Dar sem querer casar....
Sem querer apresentar pra mãe... Sem querer dar o primeiro abraço no
Ano Novo.
Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral... Te amolece o
gingado...
Te molha o instinto.
Dar porque a vida é estressante e dar relaxa. Dar porque se você não
der para ele hoje, vai dar amanhã, ou depois de amanhã.
Tem pessoas que você vai acabar dando, não tem jeito.
Dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar
ouvir carinhos, sem esperar ouvir futuro.
Dar é bom, na hora. Durante um mês. Para os mais desavisados, talvez anos.
Mas dar é dar demais e ficar vazio. Dar é não ganhar. É não ganhar um
eu te amo baixinho perdido no meio do escuro. É não ganhar uma mão no ombro
Quando o caos da cidade parece querer te abduzir.
É não ter alguém pra querer casar para apresentar pra mãe, pra dar o
primeiro abraço de Ano Novo e pra falar: "Que que cê acha amor?".
É não ter companhia garantida para viajar.
É não ter para quem ligar quando recebe uma boa notícia.
Dar é não querer dormir encaixadinho...
É não ter alguém para ouvir seus dengos...
Mas dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre, dê muito.
Mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, uma chance ao amor.
Esse sim é o maior tesão.
Esse sim relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as crises e faz você
flutuar.
DAR AMOR !!!!!!
Luis Fernando Veríssimo
Saudade.
4 de junho de 2010
A Tristeza Permitida

"Se eu disser pra você que hoje acordei triste, que foi difícil sair da cama, mesmo sabendo que o sol estava se exibindo lá fora e o céu convidava para a farra de viver, mesmo sabendo que havia muitas providências a tomar, acordei triste e tive preguiça de cumprir os rituais que faço sem nem prestar atenção no que estou sentindo, como tomar banho, colocar uma roupa, ir pro computador, sair pra compras e reuniões – se eu disser que foi assim, o que você me diz? Se eu lhe disser que hoje não foi um dia como os outros, que não encontrei energia nem pra sentir culpa pela minha letargia, que hoje levantei devagar e tarde e que não tive vontade de nada, você vai reagir como?
Você vai dizer “te anima” e me recomendar um antidepressivo, ou vai dizer que tem gente vivendo coisas muito mais graves do que eu (mesmo desconhecendo a razão da minha tristeza), vai dizer pra eu colocar uma roupa leve, ouvir uma música revigorante e voltar a ser aquela que sempre fui, velha de guerra.
Você vai fazer isso porque gosta de mim, mas também porque é mais um que não tolera a tristeza: nem a minha, nem a sua, nem a de ninguém. Tristeza é considerada uma anomalia do humor, uma doença contagiosa, que é melhor eliminar desde o primeiro sintoma. Não sorriu hoje? Medicamento. Sentiu uma vontade de chorar à toa? Gravíssimo, telefone já para o seu psiquiatra.
A verdade é que eu não acordei triste hoje, nem mesmo com uma suave melancolia, está tudo normal. Mas quando fico triste, também está tudo normal. Porque ficar triste é comum, é um sentimento tão legítimo quanto a alegria, é um registro de nossa sensibilidade, que ora gargalha em grupo, ora busca o silêncio e a solidão. Estar triste não é estar deprimido.
Depressão é coisa muito séria, contínua e complexa. Estar triste é estar atento a si próprio, é estar desapontado com alguém, com vários ou consigo mesmo, é estar um pouco cansado de certas repetições, é descobrir-se frágil num dia qualquer, sem uma razão aparente – as razões têm essa mania de serem discretas.
“Eu não sei o que meu corpo abriga
Nestas noites quentes de verão
E não me importa que mil raios partam
Qualquer sentido vago da razão
Eu ando tão down...”
Lembra da música? Cazuza ainda dizia, lá no meio dos versos, que pega mal sofrer. Pois é, pega mal. Melhor sair pra balada, melhor forçar um sorriso, melhor dizer que está tudo bem, melhor desamarrar a cara. “Não quero te ver triste assim”, sussurrava Roberto Carlos em meio a outra música. Todos cantam a tristeza, mas poucos a enfrentam de fato. Os esforços não são para compreendê-la, e sim para disfarçá-la, sufocá-la, ela que, humilde, só quer usufruir do seu direito de existir, de assegurar seu espaço nesta sociedade que exalta apenas o oba-oba e a verborragia, e que desconfia de quem está calado demais. Claro que é melhor ser alegre que ser triste (agora é Vinícius), mas melhor mesmo é ninguém privar você de sentir o que for. Em tempo: na maioria das vezes, é a gente mesmo que não se permite estar alguns degraus abaixo da euforia.
Tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip-hop, e nem pra isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites para festas em que nada temos para brindar. Que nos deixem quietos, que quietude é armazenamento de força e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, a gente sempre volta, anunciando o fim de mais uma dor – até que venha a próxima, normais que somos."
(A Tristeza Permitida" - Martha Medeiros)
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