12 de dezembro de 2010

E quando tudo parece não fazer sentido.


As horas se arrastam lentamente... A comida tem um gosto ruim, a bebida não me atrai...
Os olhos se fecham e o sono não vem... A solidão me abraça e me faz chorar.
O medo de levantar e não saber o que fazer - quando você vem ao meu pensamento - e me deixa perdida.
Balançar a cabeça ao dizer que está tudo bem e esboçar um sorriso forçado.
Sentir o corpo pesado, sentir tudo por dentro oco, sem vida...
Como se fosse tirado o que fazia tudo funcionar perfeitamente.
A cabeça girar lentamente, um aperto frágil e doloroso no coração.
Um vazio imenso no peito e um gosto amargo nos lábios.

30 de novembro de 2010

O seu amor, ame-o e deixe-o
ser o que ele é.
O seu amor, ame-o e deixe-o
livre para amar.
(C. Veloso & G. Gil)

25 de novembro de 2010

Eu amo estar com você...
Eu amo a sua voz...
Amo seu sorriso... Seu riso.
Amo o seu jeito...
Amo sua forma de se vestir...
Amo as suas brincadeiras...
Eu amo o jeito que me faz tua...
Amo o seu olhar...
Amo o seu corpo... ( mesmo sem ter tocado )
Os seus lábios... ( mesmo sem ter beijado )
Eu amo ser sua...
Eu amo tudo em você.... Eu amo você, pequena.

10 de novembro de 2010

Será isso então o amor?

Por muitas vezes procurei o amor, acabei descobrindo que amar não é normal.
Vivi tanta coisa em pouco tempo, tive tantos relacionamentos sem sentido.
Até encontrar você e me perder... Encontrar você e perder o chão, o ar, os sentidos...
Foi estranho, e ainda é. Não sei como agir diante desse sentimento.
É lindo, é forte, é simplesmente assustador.
Pensar em você, e sentir o coração arder, palpitar... Sentir o chão sumir, a garganta ficar seca...
Sentir borboletas no estômago... Ao falar contigo.
Senti as pernas bambas, as mãos trêmulas ao lembrar do teu riso.
Sentir um vazio imenso se não te ter por um dia...
Já te odiei tanto, mais passei a amar mil vezes mais depois de um segundo...
Já tive vontade de fugir, de correr, de gritar, de sumir...
Te mandar ir embora, te pedir pra sair da minha vida.
Mas... eu não sei viver sem tua voz...
Eu não sei mas fazer planos e não envolver você.
Não consigo olhar pra um futuro e não imaginar uma casa simples e você ao meu lado na varanda tomando um bom vinho...
Eu não sei não te querer.
Eu não quero viver sem você.
Vem pros meus braços, deixa eu amar você.
Eu quero cuidar de você, te mimar e poder te ver feliz perto de mim.
Vem, menina. Vem logo, que o tempo voa, assim como eu quando penso em você, quando penso em nós.

28 de outubro de 2010

Não faz sentido.

Era uma tarde fria, não sei como cheguei até aqui, estava na rua onde você morava.
Mais alguns passos e estava na porta da sua casa, seria duas batidas.
Pensei, recuei. Voltei e chamei.
Não, não fazia sentido isso tudo, você não era mais minha, tinha outra pessoa parecia feliz.
Por que eu estava ali? Não sei, eu precisa de uma prova.
Eu sabia, sabia que não amava ela. Lembrei que uma vez me disse, que eu poderia ver muita coisa, ouvi. Mas aquilo era só momentos, era a mim que você amava.
E eu sabia que o amor não acaba assim, nem uma transa ou várias.
Não, isso não destrói um amor!
Eu pensei.
Peguei o vôo e não sei com que forças cheguei aqui.
Fui tirada dos meus pensamentos ao ouvir a sua voz.
Meu coração disparou, minhas mãos tremiam, suavam, minhas pernas estavam bambas.
E por um momento eu esqueci tudo e me joguei nos teus braços, foi tão único aquele momento, senti teu cheiro teus braços, mas logo o ódio tomou conta de mim e me afastei, senti nojo e te olhei.
Foi então que você apenas falou um " Oi... '' Eu sabia que você queria dizer mais coisas, queria falar que era bom me vê. Mas apenas perguntou " Como? " eu respondi.
Não importa.
Você me convidou para entrar, eu disse que não queria. Queria falar com você, mas longe dali, longe da sua casa.
Você me levou até uma pracinha, fomos andando caladas.
Você abriu a boca pra falar algo, eu pedi pra não falar nada.
Chegamos à uma praça, sentamos e eu depois de abrir e fechar a boca várias vezes, falei.
" Como você podê? Por que jogou nosso amor fora? Eu não posso acreditar... "
Você me interrompeu tocando em minhas mãos, e dizendo que me amava.
Eu recuei perguntei dela, você disse que tava só.
Perguntei quantas, você se calou.
Você disse que não suportava, que não aguentava mais viver sem me tocar, sem me sentir.
Disse que foi apenas tesão, nunca amou as outras. Disse que eu era a única.
Que era a mim que amava.
Me puxou pelos braços e me abraçou.
Eu suspirei, recuei.
Você disse que sabia que eu sentia o mesmo, se não por que diabos eu estaria ali?
Eu menti, disse que estava de passagem com uns amigos e resolvi vê-lá.
Você abaixou o olhar e perguntou se eu tinha alguém.
Eu grossa, respondi que não interessava.
Perguntou se eu ainda a amava; Eu disse que não importava.
Eu disse que precisava ir.
Pedi pra você ser feliz e me esquecer.
Foram alguns passos, você me chamou eu não olhei.
Continuei a caminhar e quando vi sua mão fria tocou meu braço.
Pediu pra eu olhar nos seus olhos.
Eu recuei, sabia que não suportaria.
Você me virou e segurou firme em meus braços, me fez olhar nos teus olhos.
Seus olhos eram triste, sua voz suou sincera.
Eu te amo, sempre te amei e sempre vou te amar.
Desculpa por tudo, eu fui uma idiota, e quando percebi que havia te perdido eu sofri demais.
Eu te liguei você não atendeu, eu te mandei emails, cartas e você não respondeu.
Você é tudo pra mim, Bianca.
E sei que assim como eu, ainda me ama.
Eu suspirei e cai nos teus braços, joguei todo ódio e mágoa fora.
E dei outra chance ao nosso amor.