11 de junho de 2010

Me deixa em paz...


É dia de mudar, sair, ver o mundo lá fora, viver novas experiências, respirar novos ares, e tentar levar a vida em frente...
Ontem eu vi tudo que acreditava desabar de um modo tão chato... Ontem eu chorei mais do que deveria, ontem sentir cada pedaço do meu peito ser arrancado aos poucos. Ontem eu procurei colo e não achei, ontem eu ouvir uma voz que me acalmou e me fez rir quando era a única coisa que não tinha sentido fazer.
Hoje alguma coisa me coloca um sorriso no rosto, talvez seja aquela bebida forte ou o desejo de esquecer tudo num copo de bebida.
Depois eu posso chorar, entrar numa tristeza imensa, posso querer ficar sem ver ninguém, assistir filmes românticos comendo chocolates e engordando mais do que deveria.
Não quero que me peçam forças, eu tenho, mas preciso desmoronar um pouco, me deixem só com a minha tristeza, depois voltarei a ser a mesma.
Com aquelas gargalhadas, sorrisos e piadas sem graças.
Agora me deixem em paz.

10 de junho de 2010

Não Quero Dinheiro.



De jeito maneira
Não quero dinheiro
Quero amor sincero
Isto é que eu espero
Grito ao mundo inteiro
Não quero dinheiro
EU SÓ QUERO AMAR

Te espero para ver se você vem
Não te troco nesta vida por ninguém
Porque eu te amo
Eu te quero bem

Acontece que na vida gente tem
Que ser feliz por ser amado por alguém
Porque eu te amo
Eu te adoro, meu amor ♪

Tim Maia.

8 de junho de 2010

Esse desejo....


Que me invade, me consome e me faz perder as forças.
Quanto tempo ainda tenho que esperar?
Quantas noites o travesseiro ainda vai ter que aguentar meus choros?
Quantos braços passaram pelos seus até chegar a minha vez?
Quando vou poder sentir que és real?
Quando enfim, te terei em meus braços?
Vem sem pressa, sempre vou estar aqui, à sua espera...

4 de junho de 2010

A Tristeza Permitida



"Se eu disser pra você que hoje acordei triste, que foi difícil sair da cama, mesmo sabendo que o sol estava se exibindo lá fora e o céu convidava para a farra de viver, mesmo sabendo que havia muitas providências a tomar, acordei triste e tive preguiça de cumprir os rituais que faço sem nem prestar atenção no que estou sentindo, como tomar banho, colocar uma roupa, ir pro computador, sair pra compras e reuniões – se eu disser que foi assim, o que você me diz? Se eu lhe disser que hoje não foi um dia como os outros, que não encontrei energia nem pra sentir culpa pela minha letargia, que hoje levantei devagar e tarde e que não tive vontade de nada, você vai reagir como?

Você vai dizer “te anima” e me recomendar um antidepressivo, ou vai dizer que tem gente vivendo coisas muito mais graves do que eu (mesmo desconhecendo a razão da minha tristeza), vai dizer pra eu colocar uma roupa leve, ouvir uma música revigorante e voltar a ser aquela que sempre fui, velha de guerra.

Você vai fazer isso porque gosta de mim, mas também porque é mais um que não tolera a tristeza: nem a minha, nem a sua, nem a de ninguém. Tristeza é considerada uma anomalia do humor, uma doença contagiosa, que é melhor eliminar desde o primeiro sintoma. Não sorriu hoje? Medicamento. Sentiu uma vontade de chorar à toa? Gravíssimo, telefone já para o seu psiquiatra.

A verdade é que eu não acordei triste hoje, nem mesmo com uma suave melancolia, está tudo normal. Mas quando fico triste, também está tudo normal. Porque ficar triste é comum, é um sentimento tão legítimo quanto a alegria, é um registro de nossa sensibilidade, que ora gargalha em grupo, ora busca o silêncio e a solidão. Estar triste não é estar deprimido.

Depressão é coisa muito séria, contínua e complexa. Estar triste é estar atento a si próprio, é estar desapontado com alguém, com vários ou consigo mesmo, é estar um pouco cansado de certas repetições, é descobrir-se frágil num dia qualquer, sem uma razão aparente – as razões têm essa mania de serem discretas.

“Eu não sei o que meu corpo abriga
Nestas noites quentes de verão
E não me importa que mil raios partam
Qualquer sentido vago da razão
Eu ando tão down...”

Lembra da música? Cazuza ainda dizia, lá no meio dos versos, que pega mal sofrer. Pois é, pega mal. Melhor sair pra balada, melhor forçar um sorriso, melhor dizer que está tudo bem, melhor desamarrar a cara. “Não quero te ver triste assim”, sussurrava Roberto Carlos em meio a outra música. Todos cantam a tristeza, mas poucos a enfrentam de fato. Os esforços não são para compreendê-la, e sim para disfarçá-la, sufocá-la, ela que, humilde, só quer usufruir do seu direito de existir, de assegurar seu espaço nesta sociedade que exalta apenas o oba-oba e a verborragia, e que desconfia de quem está calado demais. Claro que é melhor ser alegre que ser triste (agora é Vinícius), mas melhor mesmo é ninguém privar você de sentir o que for. Em tempo: na maioria das vezes, é a gente mesmo que não se permite estar alguns degraus abaixo da euforia.

Tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip-hop, e nem pra isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites para festas em que nada temos para brindar. Que nos deixem quietos, que quietude é armazenamento de força e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, a gente sempre volta, anunciando o fim de mais uma dor – até que venha a próxima, normais que somos."
(A Tristeza Permitida" - Martha Medeiros)

1 de junho de 2010




"Quem aqui ainda tem coração, tem pulso o suficiente, pra esperar alguém? Quem será capaz de esperar o tempo certo de quem se ama?"

Desconheço autoria.